quinta-feira, 24 de maio de 2007
A Dúvida (23/05/07)
Tenho sentido uma certa movimentação
Carecem de nova ação e eu, continuo impassível, estática, assistindo.
Sempre que sinto qualquer movimentação me questiono, se realmente está a ocorrer.
Eu tenho essa certeza, a dúvida, como companheira
Resta sempre o beneficio da dúvida, meu grande beneficio
Permite-me mover e ainda ver coisas que talvez eu já deveria ter enterrado
Mas que pelo eterno benefício, me movem
E eu ressuscito, para que não morra
Sem benefício algum
Cansei de jogos solitários que me colocam em uma eterna dúvida
Não quero mais jogar sozinha, uma paciência que inventei
Continuo sozinha
Em um jogo que eu mesma dou as cartas,
Sem cartas na manga,
Aposto em lances reais,
Cartadas que podem até me deixar em dúvida
Mas que eu nunca duvide das respostas
Mesmo que fique devendo
Impassível
Prefiro o jogo da vida, que nos interpõe a dúvida, sem nos dar benefício
Prefiro a certeza do benefício em dúvidas nas escolhas de vida
Prefiro a incerteza da escolha em dúvidas de benefícios
Prefiro não ter benefícios
E ter a certeza de uma escolha
Sem dúvida,
Prefiro
Com a dívida da dúvida
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Um comentário:
Por um lado bom, a dúvida move o mundo, a evolução das coisas e o pensamento científico. O mundo como conhecemos não seria possível sem o recurso dela.
Mas... ainda acho que um pouco de certeza não é nada mau... mais prático!
Beijos!
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